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23.11.11


Há momentos em que estamos tão cansados que simplesmente não queremos saber de nada. Queremos que nos deixem sozinhos, que não nos falem. Não, não são amuos nem depressões. São momentos só nossos, em que existimos só nós e os nossos pensamentos. Em que desistimos dos nossos esforços porque percebemos que não valem a pena...

9.10.11

Inconsciente


Há sonhos estranhos. Como é que é possível sonharmos com coisas, situações, pessoas, que pensávamos já não existirem na nossa cabeça? A nossa mente deve ser como um armário, com gavetas e gavetões cheios de memórias e recordações. Durante um sonho, alguém ou algo vai abrir uma dessas gavetas e tira uma memória. Pode ser uma memória feliz, que nos faz sorrir durante o sono, ou pode ser uma memória triste, que nos faz chorar durante o sono. Há também aquelas memórias felizes e tristes simultaneamente. Felizes porque são de uma época feliz da nossa vida e tristes porque são apenas memórias e sabemos que não vão voltar. Hoje sonhei com algo assim. Foi um sonho parvo, estapafúrdio mesmo. Mas fez-me chorar enquanto dormia. Não sei se era pelo mesmo motivo pelo qual chorava no sonho ou se era pela pessoa que aparecia no sonho não ser real. A figura, o corpo, isso é real; a personalidade, isso é irreal. Confundi muitas vezes estas duas personagens. Só espero que a minha mente as guarde a sete chaves numa gaveta e elas não voltem a aparecer nos meus sonhos.

4.10.11

Simplify...



Era uma vez uma rapariga. Era uma vez um rapaz. A rapariga amava o rapaz. O rapaz não amava a rapariga. A rapariga ficou muito triste e chorou. O rapaz não quis saber. A rapariga percebeu que ele não a merecia. O rapaz desapareceu da sua vida. And... She lived happily ever after. The End.

16.9.11

 

No outro dia vi esta frase In the end, it's not going to matter how many breaths you took, but how many moments took your breath away. Parece que é de Shing Xiong, não conheço. Mas adorei a frase. Penso que faz sentido. Não sei se fiz a interpretação correcta, mas é a minha interpretação. Acho que os momentos que nos tiram o fôlego são aqueles em que nos sentimos mais vivos, sentimos o coração a bater a mil à hora, o sangue a correr nas nossas veias, as pernas a tremer da emoção... Nesses momentos percebemos quem somos, como somos e o que sentimos. Por essas razões, são esses momentos que vão ser mais importantes no fim da nossa vida. Nessa altura poderemos dizer que vivemos o suficiente. Mesmo que tenha sido uma vida curta. Desde que tenhamos os momentos mais 'arrepiantes', no bom sentido, teremos o suficiente.

11.9.11

 

"As we grow up, we learn that even the one person that wasn't supposed to ever let us down, probably will. You'll have your heart broken and you'll break others' hearts. You'll fight with your best friend or maybe even fall in love with them, and you'll cry because time is flying by. So take too many pictures, laugh too much, forgive freely, and love like you've never been hurt. Life comes with no guarantees, no time outs, no second chances. you just have to live life to the fullest, tell someone what they mean to you and tell someone off, speak out, dance in the pouring rain, hold someone's hand, comfort a friend, fall asleep watching the sun come up, stay up late, be a flirt, and smile until your face hurts. Don't be afraid to take chances or fall in love and most of all, live in the moment because every second you spend angry or upset is a second of happiness you can never get back."

- Desconhecido

24.8.11

Viver



Gosto do silêncio. Gosto de ficar sozinha, calada, a ouvir apenas os pássaros lá fora. Acalma-me. Leva-me para um sítio feliz, pacífico. Um sítio irreal, um sonho, um mundo em que damos graças apenas por estarmos vivos. De repente, tenho que voltar à realidade, um mundo cheio de guerra, raiva. Um mundo onde não se dá importância à vida, só se fala da morte…

14.8.11

The Past can hurt...


    Passado. Dizem que “o passado não importa, o que importa é o presente”. Concordo em parte. O passado importa, e muito. O passado é o que nos difere, é o que nos caracteriza, é parte do que somos. Claro, o presente é mais importante. Ainda podemos mudá-lo, vivê-lo. Mas muitas vezes, o que me ajuda a superar o presente é pensar no passado. Não sei porquê, mas pensar no passado faz-me querer voltar atrás no tempo, a um momento específico, e ficar lá. Para sempre. Nesse momento, eu fui realmente feliz, por motivos que chegam a ser ridículos por serem tão simples. Agora não tenho esses motivos. Até posso ter outros, muitos outros. Mas não são aqueles motivos. Ao pensar nesse momento, começo a sorrir sem razão aparente, e quem me visse pensaria que estava a enlouquecer. Porém, no meu passado, já sorri pelos mesmos motivos e quem me visse percebia-os. Apesar de tudo isto, o meu passado é apenas isso mesmo, e não o posso voltar a viver.

Ana Costa ; 13.08.2011

9.8.11

O melhor e o pior dia

   
   Há pouco vi um daqueles desafios num blogue que consistia em fazer uma publicação todos os dias com um tema diferente. Alguns desses temas chamaram a minha atenção, dois em particular: “o pior dia da tua vida” e “o melhor dia da tua vida”. É claro, lembrei-me logo dos dias em que me senti mais triste e daqueles em que fui mais feliz. Mas depois pensei melhor e percebi que o pior dia da minha vida e o melhor dia da minha vida foram, basicamente, o mesmo. Sim, o mesmo. Pode parecer contraditório, mas quando eu explicar acho que vai ficar claro.
    Quando eu andava no 5º ou 6º ano descobri que tinha uma escoliose, que é uma curvatura na coluna, possivelmente desde que nasci. Depois de muitas consultas e muitas radiografias concluiu-se que eu precisava de fazer uma operação. Na altura não fiquei muito preocupada, mas quando chegou o dia não podia estar mais assustada. Eu sei que há cirurgias muito mais graves e doenças mais graves, mas na altura não pensei sequer nisso. Voltando à história, quando chegou o dia da cirurgia acordaram-me cedo e lá fui eu para o bloco operatório. Quando acordei só me lembro de ter imensas dores nas costas e de chamar pela minha mãe. Passados dois dias tinham que me tirar os drenos, os tubinhos por onde tiravam o sangue que ficara por lá a vaguear. O primeiro saiu com um puxão apenas. Senti uma dor como se me estivessem a apertar tudo por dentro. O segundo estava preso e não saiu tão facilmente como o outro. O médico, com toda a sua gentileza disse-me “vou tentar puxá-lo com mais força, mas não digas à tua mãe que vou fazer isto”. Ele puxou, e rebentou o dreno. E devo dizer que foi bastante doloroso. Lá fui eu outra vez para o bloco operatório para retirar o resto do dreno.
    Bem, esta é a minha história. Então, voltando ao assunto do desafio, o dia da minha operação foi o pior e o melhor. Foi o pior porque senti imensas dores, tanto nesse dia como nos dias seguintes, e foi o melhor, porque me fez ver que consigo aguentar melhor a dor do que pensava. Assim, sempre que penso que não vou conseguir fazer algo ou que não aguento a dor (física ou não) basta lembrar-me deste dia e daquilo por que passei. Pode não parecer muito importante, mas para mim é. Percebi que apesar de aparentar ser uma pessoa frágil, sou forte.

    Ah, e a linda cicatriz que tenho nas minhas costas… muitos podiam envergonhar-se de ter assim uma e até a tentariam tapar, mas eu não me envergonho nem um bocadinho de a ter :D

28.7.11

Desapareceste...


Deitei-me na minha cama, pus os auscultadores nos ouvidos e aumentei o volume até não conseguir ouvir nenhum barulho de fundo. Fechei os olhos e, de repente, fui transportada para um lugar seguro, o meu refúgio, o meu mundo. Fui invadida por memórias, por recordações, pelo passado. Estava a ver a minha vida numa tela gigante criada pela minha mente. Todas as personagens do meu filme eram principais, essenciais. Vi-te. E nesse momento o meu filme mudou. O meu filme passou a ser sobre ti e não sobre mim. Relembrei tudo o que senti quando te conheci, quando falava contigo, quando te via. Não quis abrir os olhos, sabia que ias desaparecer e nunca mais te ia ver.  Senti uma lágrima a escorrer na minha cara, a música acabou e abri os olhos. Desapareceste.

                  Ana Costa ; 27.07.2011

19.7.11


Porque é que as coisas só acontecem quando não estamos à espera?

13.7.11


Sabem qual é a sensação de um vazio dentro de nós? A sensação de que nos falta algo? A sensação de que se não preenchermos esse vazio nada vale a pena? Nada vale a pena, nem sequer acordar. Queremos dormir e dormir, para sempre, para podermos sonhar. Sentir que a única forma de preencher esse vazio é sonhar, porque nos sonhos somos felizes. Pode nem ser felicidade verdadeira, mas é o suficiente.
Ana Costa ; 12-07-2011