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13.2.15

O Meco e o Dux

Há uns dias vi um texto sobre o "circo" que os média fazem à volta da tragédia do Meco e lembrei-me de emitir a minha opinião também. Mas naquele dia não estava com muita vontade de escrever, portanto, aqui vai o texto agora.
Sim, foi uma tragédia. Compreendo que os pais das vítimas queiram um culpado, um responsável. Não querem que a morte dos seus filhos tenha sido apenas um acidente que podia ter sido evitado. Mas culparem o Dux é só a maior estupidez. Porquê? Porque não foi ele que os afogou. Sim, pode ter sido num ambiente de praxe, mas e então? Todos eles se podiam recusar a fazer o que quer que fosse que o Dux os "mandou" fazer. E isto só faz que todo este "circo" que os média continuam a fazer seja ainda mais ridículo. Primeiro, porque nada vai trazer aqueles estudantes de volta. Depois, porque acredito que o Dux tenha sofrido também por perder os seus amigos e colegas. E por últmo, porque ninguém é obrigado a nada, a não ser que tivessem uma pistola apontada à cabeça, o que não me parece. E, em jeito irónico, concluo com a frase: A CULPA É DA PRAXE!


PS: convém salientar que eu não adoro a praxe e não concordo com muitos aspectos dela.
PS2: a imagem escolhida foi apenas e só porque a encontrei enquanto pesquisava e se adequa a muita gente que conheço

30.5.14

O famoso tema das praxes

http://www.asbeiras.pt/2012/03/agressoes-motivam-suspensao-da-praxe-na-universidade-de-coimbra/

Estou no fim do 2º ano da universidade e não frequentei a praxe. Quando entrei na universidade a minha intenção era ser praxada. Talvez tenha sido um erro desistir, talvez eu até tivesse gostado. Mas foi a decisão que tomei e foi o que na altura me fez sentir bem. E não me arrependo, porque graças a isso conheci as pessoas com que me dou melhor agora. Fui praxada durante um dia e não gostei de como me senti. Simplesmente acho que a minha maneira de ser não era compatível com a praxe. Acredito que se tivesse aguentado os primeiros dias talvez começasse a gostar e não tivesse desistido. Respeito quem continuou, quem foi praxado, quem ama a praxe e a defende com unhas e dentes, porque compreendo que viveram situações que os aproximaram e que nunca se vão esquecer. E compreendo quando dizem que quem não foi praxado não pode julgar. Por outro lado, quem foi praxado também não deve julgar quem se declara anti-praxe ou sai da praxe. Cada pessoa que o faz tem os seus motivos e não deve ser descriminada por isso. Apesar disso, ainda hoje eu sou olhada de lado por alguns ditos "doutores" que me praxaram naquele dia. Não gosto de me considerar anti-praxe, porque na verdade não tenho nada contra a praxe. Cada pessoa tem a possibilidade de decidir, de dizer não ao que não querem fazer. Por isso, acho ridículo todo o espectáculo que a comunicação social faz acerca da praxe, principalmente porque só é notícia quando algo corre mal. E, como em tudo na vida, há coisas boas e coisas más, há boas e más pessoas...