Estou no fim do 2º ano da universidade e não frequentei a praxe. Quando entrei na universidade a minha intenção era ser praxada. Talvez tenha sido um erro desistir, talvez eu até tivesse gostado. Mas foi a decisão que tomei e foi o que na altura me fez sentir bem. E não me arrependo, porque graças a isso conheci as pessoas com que me dou melhor agora. Fui praxada durante um dia e não gostei de como me senti. Simplesmente acho que a minha maneira de ser não era compatível com a praxe. Acredito que se tivesse aguentado os primeiros dias talvez começasse a gostar e não tivesse desistido. Respeito quem continuou, quem foi praxado, quem ama a praxe e a defende com unhas e dentes, porque compreendo que viveram situações que os aproximaram e que nunca se vão esquecer. E compreendo quando dizem que quem não foi praxado não pode julgar. Por outro lado, quem foi praxado também não deve julgar quem se declara anti-praxe ou sai da praxe. Cada pessoa que o faz tem os seus motivos e não deve ser descriminada por isso. Apesar disso, ainda hoje eu sou olhada de lado por alguns ditos "doutores" que me praxaram naquele dia. Não gosto de me considerar anti-praxe, porque na verdade não tenho nada contra a praxe. Cada pessoa tem a possibilidade de decidir, de dizer não ao que não querem fazer. Por isso, acho ridículo todo o espectáculo que a comunicação social faz acerca da praxe, principalmente porque só é notícia quando algo corre mal. E, como em tudo na vida, há coisas boas e coisas más, há boas e más pessoas...

Também não fui praxada. Não é uma coisa que seja compatível com o meu feitio mas respeito quem gosta.
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