Sing it for the boys
Sing it for the girlsEvery time that you lose it sing it for the worldSing it from the heart
Sing it till you're nuts
Sing it out for the ones that'll hate your guts
Sing it for the deaf
Sing it for the blind
Sing about everyone that you left behind
Sing it for the world
Sing it for the world
8.9.11
My Chemical Romance ♥
Efeito Borboleta
O bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um furacão do outro lado do mundo.
3.9.11
'Drawing a Love' - Parte II
Marta pegou no seu lápis mordiscado e no seu caderninho já estragado pelo uso. Ficou tempos infinitos a olhar para a folha em branco sem saber o que fazer. E se o Ivo não gostasse? Ia ser horrível. Começou a fazer uns rabiscos no canto da folha. E a partir daí parecia que alguém pegava na sua mão e a guiava. Quando deu por si o desenho estava feito. Uma linda imagem de um menino e uma menina, sentados num banco a olharem para uma praia deserta, com o sol a pôr-se. Marta gostou do desenho, mas estava nervosa. Nervosa e ansiosa por saber a opinião do seu novo amigo. Pousou o lápis e olhou para o seu relógio da secretária. Era tardíssimo! Ela nem tinha dado conta das horas a passarem. Bocejou, estava cansada. Foi dormir. No dia seguinte, tomou um banho, vestiu o seu vestido fresco de verão e foi tomar o pequeno-almoço. Voltou ao seu quarto e viu o desenho em cima da secretária mesmo ao lado do papelinho com o número do Ivo. Arrumou o quarto e mandou-lhe uma mensagem: ‘Já fiz o teu desenho. Quando nos encontramos? Beijinhos, Marta (:’. Passados dois minutos ouviu o seu telemóvel tocar. Tinha respondido: ‘Estou ansioso por ver essa obra-prima, eheh. Que tal hoje no jardim, às 15h? Prometo que hoje não fujo à pressa ;)’. Marta ficou radiante e respondeu-lhe a confirmar o encontro. Até à hora do encontro, ela tentou arranjar a melhor roupa para vestir. Acabou por se decidir pelo vestido que os seus pais lhe tinham oferecido há pouco tempo. Chegada a hora do encontro, Marta já estava no jardim, à espera do Ivo. Chegou atrasado, Pediu imensas desculpas. Ela aceitou e entregou-lhe o desenho.
Ivo: Uau!! Está lindo, Marta! Obrigado, muito obrigado. És uma querida.
Marta: Ora, não está nada de especial. Ainda bem que gostaste. Estava com medo de fazer má figura.
Ivo: Não tinhas que estar nervosa. Eu sabia que ia ficar lindo vindo de ti…
Marta: Lá estás tu outra vez. Assim deixas-me envergonhada.
Ivo: Pronto, pronto… Não quero que te chateies… Vamo-nos sentar e falar um bocado? - Marta acenou que sim e foram sentar-se em frente ao lago do jardim. Falaram durante horas, riram, conheceram-se. De repente, Marta olhou de relance para o pé de Ivo. Conseguiu ver o terço tatuado e um nome junto dele: Pedro. Ficou curiosa e decidiu perguntar quem era Pedro, apontando para a tatuagem. Ivo baixou a cabeça e ficou muito sério. Marta podia jurar que lhe tinha visto uma lágrima a escapar-se dos seus olhos.
Marta: Desculpa… não tenho nada a ver com isso… não devia ter perguntado.
Ivo: Não, não faz mal. O Pedro é… era o meu irmão. Morreu há 5 meses de leucemia…
Marta: Oh, lamento muito… não fazia ideia, não devia ter falado nisso, desculpa.
Ivo: Não peças desculpa… enquanto eu me lembrar dele, é como se ele ainda estivesse vivo para mim… percebes? É uma ideia muito parva, eu sei… - Marta ficou também muito séria, pensativa e respondeu que não era de todo uma ideia parva.
Ivo: O que é que se passa? Porque ficaste assim?
Marta: A minha irmã também morreu há uns meses, quase há um ano. E sinto-me exactamente como tu. Enquanto me lembrar dela é quase como se ela ainda estivesse viva. Apenas está longe de mim…
Ivo: Lamento muito… acho que o destino nos juntou para nos apoiarmos um ao outro, hein? – soltou um riso para tornar a situação menos pesada.
Marta: Pois, acho que sim… - ficou a olhar para ele e um sorriso esboçou-se na sua boca. O mesmo aconteceu com Ivo. Foi como se eles pensassem da mesma forma, agissem da mesma forma, sentissem da mesma forma. Parecia que eram uma só pessoa naqueles breves segundos.
Ivo: Sabes… só te conheço há uns dias, mas tu fascinas-me. Tens tanta alegria em ti, tanto talento, tanta vida. Precisava mesmo de conhecer alguém assim como tu…
Marta: Sinto o mesmo… parece que te conheço melhor do que ninguém. Mais importante, parece que tu me conheces melhor do que eu própria me conheço…
Ivo: Adorei esta tarde… não quero que acabe.
Marta: Nem eu. Mas tenho que ir para casa. A minha mãe precisa da minha ajuda para arrumar lá umas coisas… Podemos encontrar-nos amanhã outra vez?
Ivo: Não podemos… TEMOS que nos encontrar. Achas que eu aguentava um dia sem te ver?
Ivo: Não podemos… TEMOS que nos encontrar. Achas que eu aguentava um dia sem te ver?
Marta: Eu também não aguentava estar tanto tempo sem te ver. Bem, tenho que ir. - Levantaram-se e beijaram-se. Parecia um conto de fadas. Marta sentia-se no paraíso e tinha encontrado o seu príncipe. Despediram-se. Foi para casa e pelo caminho, na sua cabeça, ecoavam as palavras de Ivo. E à medida que as ‘ouvia’ sorria.
1.9.11
'Na família, aquilo que os une está num plano imensamente superior a tudo aquilo que os possa afastar. Muito acima das discórdias, das zangas, dos amuos, dos diferentes pontos de vista. Podem as ondas enfurecidas de um mar de inverno salpicar as estrelas? Alguém ligou aquelas vidas com um nó, e a vida de um é a vida dos outros. E o sorriso de um é a alegria dos outros. E a dor de um é a dor dos outros.'
- Paulo Geraldo
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