29.11.11



Ela viu-o caminhar na sua direcção. Ficou nervosa apesar de ter a certeza que não ia ao seu encontro. Virou as costas. Sentiu um toque no ombro. Virou-se e o seu coração quase lhe saiu pelo peito. Era ele. Mas não podia ser. Nunca lhe falou, nunca quis saber dela. Ele perguntou ‘Podemos falar?’. Ela nem falou, apenas acenou com a cabeça que sim. Foram para longe da confusão e ele ficou em silêncio.
Ela: ‘o que me querias dizer?’
Ele: ‘posso pedir-te uma coisa? Eu vou dizer o que queria dizer mas tu não me podes interromper, ok?’
Ela estranhou mas acenou que sim.
Ele: ‘muito bem, aqui vai: eu sei que gostaste de mim durante este tempo todo e que eu te fiz sofrer porque não sentia o mesmo. Quando soube que gostavas de mim eu fui sincero, não gostava de ti da mesma maneira. Mas à medida que te fui conhecendo melhor, fui percebendo que és uma rapariga espectacular e considerei-te minha amiga, apesar de nunca to ter dito. Esse sentimento de amizade foi crescendo. Tu deves ter reparado que eu falava mais contigo… Assustei-me porque percebi que essa amizade estava a tornar-se noutra coisa. Pensava que não podia apaixonar-me por ti, não estava certo. Afastei-me de ti durante estes meses, mas esses meses só serviram para perceber que estava a ser um parvo. Por isso estou aqui para te pedir desculpa pelo que te fiz passar e para saber se podemos voltar a ser amigos. Sei que não te posso pedir mais que isso. Não seria justo.’
Ela ficou perplexa a ouvir aquilo tudo e disse: ‘sonhei tantas vezes que isto iria acontecer e nunca soube o que decidiria. Sinto que devo aceitar o teu pedido de desculpas e voltar ao que éramos. Mas não consigo fazê-lo. Magoaste-me demasiado. Não posso confiar em alguém que segue o caminho mais fácil e não ouve o seu coração. Não posso, não agora. Desculpa.’
Ela virou costas e foi-se embora. Ele ficou a olhar para ela e chorou. Ela chorou ainda mais…

23.11.11


Há momentos em que estamos tão cansados que simplesmente não queremos saber de nada. Queremos que nos deixem sozinhos, que não nos falem. Não, não são amuos nem depressões. São momentos só nossos, em que existimos só nós e os nossos pensamentos. Em que desistimos dos nossos esforços porque percebemos que não valem a pena...

3.11.11

6 # Carta para um estranho


Passo por ti na rua. Não te conheço, não conheço o teu nome. Da mesma maneira, tu não me conheces. Passamos um pelo outro, há uma troca de olhares indiferentes ou nem isso. Não és ninguém aos meus olhos, esqueço a tua cara assim que viras as costas. Cada um segue o seu caminho, a sua vida. É engraçado pensar na quantidade de histórias pelas quais passamos num só dia. Nunca paramos para pensar nisto, estamos demasiado preocupados com a nossa rotina. Gostava de saber que histórias estão por detrás dos rostos desconhecidos. Estranho, contas-me a tua história?

(ando com uma falta de inspiração horrível -.-)